quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ceticismo X Dogmatismo

Ceticismo X Dogmatismo

Ceticismo


 O termo ceticismo faz referência a uma teoria filosófica, ou seja, retrata o perfil de uma pessoa que questiona várias idéias dentro da sociedade. Os questionamentos giram em torno da verdade, acreditando que nem tudo é como se pensa.
 A dúvida é o principal mecanismo do ceticismo, a pessoa deve ser movida pelas perguntas e incertezas para interpor uma idéia estabelecida. Os intelectuais acreditam que essa teoria teve sua origem na Grécia Antiga e foi fundamental para grandes avanços da humanidade.
 Há duas formas de ceticismo: o filosófico e o cientifico. Eles seguem basicamente a mesma linha, mas o primeiro avalia os pensamentos enquanto o segundo tenta encontrar explicações para as pesquisas dentro da ciência. Um dos setores que mais questiona o ceticismo é o religioso

Dogmatismo

É um termo usado pela filosofia e pela religião. Dogmatismo é o pensamento que afirma a capacidade do homem de atingir a verdade absoluta e indiscutível. Na religião, corresponde ao conjunto de dogmas (pontos fundamentais e indiscutíveis de uma crença). O nome vem do termo grego dogma, que significa opinião. Esta opinião não deve ser entendida em seu sentido comum, como uma afirmação impensada ; podemos definir as opiniões de um filósofo como sua doutrina, ou seja, afirmações que se referem a princípios através dos quais é possível alcançar verdade e conhecimento absolutos.  Já na filosofia, é o pensamento contrário ao ceticismo, que questiona a possibilidade de conhecimento total da verdade. É uma espécie de fundamentalismo intelectual, onde se expressam verdades que não são sujeitas a revisão ou crítica. Foi a posição assumida por vários filósofos ao longo da história da filosofia.

Os textos acima foram retirados do blog Dogmatismo X Ceticismo. O blog é bem interessante e para quem quiser conhecê-lo também aí vai o link:

Abraços,amigos!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Linguagem e Comunicação

Linguagem e Comunicação

A linguagem de um povo e a forma desse povo de se comunicar, pode refletir seu modo de pensar?
A maneira com que eu  me visto, pode identificar meu pensamento?


As questões levantadas acima são amplamente discutidas na filosofia.
Sabemos que o modo de vestir, de falar...influencia no julgamento que fazemos das pessoas.
Isso se chama "Linguagem visual".
Por exemplo, se você visse uma pessoa toda tatuada, com piercings, cabelo moicano, roupa extravagante, você imaginaria que que trata de um  executivo?
Com certeza não. Esse pré julgamento que fizemos das pessoas se deve ao fato de como ela como ela se comunicou visualmente conosco.
Existe ainda a linguagem oral, mais fácil de ser compreendida,uma vez que a entonação e  intenção da voz passam o recado diretamente. Diferente da linguagem escrita, que se mal pontuada, gera desentendimentos.
Cada vez mais a boa linguagem e comunicação se fazem necessárias na sociedade moderna. É preciso procurar conhecer e entender sobre a linguagem de cada povo e cada grupo.
Boa conversa!

Natureza Humana

Natureza Humana

Neste texto, diferentemente dos anteriores, não irei me prender em significados formais. Irei usar um texto escrito por mim, que expressa o que eu acho sobre esse assunto.
Em meio a esse oceano,que é a alma humana, rodeado de ciúme,inveja,rancor,mágoa...encontro uma ilha onde ainda existe o amor.
AMOR?
Que coisa tão rara é essa?
Nos acostumamos à falta de amor...
E isso é tão assustador!
"Sou capaz de amar ao próximo,mas raras vezes demostro amor a mim mesmo"
Sinto muito,mas isso não é amor.
Amor transgride, é de dentro para fora, invade, arrepia, vem sem avisar,passa de si para outro!
A alma humana é complexa, é a soma de sentimentos,às vezes insensatos,que te faz passar dos limites, tanto pro bem quanto pro mal.Mas essa "soma",entre esses sentimentos e o desejo de contê-los, é o que nos torna humanos.
E é por isso, que todos nós vivemos o momento trivial (e necessário), da escolha. Afinal o que é a vida, senão uma grande viajem nesse mar imenso, cheio de tempestades e teias de emoções que criamos para nos proteger de nós mesmos? E ao final dela, essa proteção foi em vão,pois nos encontraremos com nós mesmos,sem máscaras,sem enfeites, sem truques, seremos simplesmente, o pedacinho mais puro, mais real, mal sincero, daquilo que um foi só mais um barquinho na vida de alguém!
Pedro Bertoldi
Este texto sintetiza tudo o que  eu  penso sobre a nossa natureza. É normal sentir ciúmes, inveja, rancor... São sentimentos, muitas vezes tachados como ruins (não que eu ache que sejam bons), mas acho que para o ser humano evoluir, aprender com os erros, é preciso que esses sentimentos sejam usados, aflorados, e assim, os atos que nós realizarmos por causa desses sentimentos, e as consequências destes atos, nos farão aprender.
Esta é a minha opinião!
Abraços, caros leitores.

Conhecimento

Conhecimento:

O que conhecemos até hoje é real?

A área da Filosofia que estuda o conhecimento é chamada Gnosiologia. 
De acordo com o site Philosophia Grega,é a parte culminante da filosofia.
Sócrates ensinava a "bem pensar para bem viver".
Segundo Dario. G. Faria (pesquisador da História e da Cultura Grega),em seu artigo: "(...) a virtude era o meio único de alcançar a felicidade ou semelhança com Deus, fim supremo do homem, é a prática da virtude. A virtude adquiri-se com a sabedoria ou, antes, com ela se identifica. Esta doutrina, uma das mais características da moral socrática, é conseqüência natural do erro psicológico de não distinguir a vontade da inteligência. Conclusão: grandeza moral e penetração especulativa, virtude e ciência, ignorância e vício são sinônimos. 'Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça'."
Sócrates compreendia ainda que a gnosiologia deve preceder logicamente a moral.
"A filosofia socrática, portanto, limita-se à gnosiologia e à ética, sem metafísica. A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensinamento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição. Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica. Sócrates, de par com os sofistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, a ciência, mediante a razão. Isto quer dizer que a instrução não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao discente, mas o mestre deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal. É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo." (Dario G. Faria)
Neste aspecto, entendemos que, o conhecimento era extremamente importante na vida sócio-cultural grega.
Tal fato,nos faz refletir sobre tudo aquilo que julgamos conhecer: Até que ponto sabemos e conhecemos sobre o universo e a alma humana?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Pensamento do dia...

"Trata um homem de acordo com o que ele é,ele continuará na mesma; trata-o de acordo com o que ele pode e deve ser, e ele será como pode e deve ser!"

Palavras Complementares

Heráclito e Guimarães Rosa:

Palavras que andam juntas

“Ninguém entra num mesmo rio uma segunda vez. Pois quando isso acontece já não se é o mesmo; assim como as águas, que já serão outras.”
Foi um filósofo grego, Heráclito de Éfeso, que fez esta formulação que até hoje nos fascina. O fluxo eterno das coisas é a própria essência do mundo. E se ainda hoje ficamos espantados com isso, é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou, esperando, no fundo, que tudo permaneça igual. Então, é necessário um filósofo da antiguidade, ou um escritor contemporâneo, pra nos fazer entender que nada é permanente, a não ser a mudança.
“O mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior, é o que vida me ensinou.” Guimarães Rosa.
O filósofo flagra a fluidez, e o escritor se maravilha com isso. “É o mais bonito da vida” _diz Guimarães Rosa. É uma celebração do movimento; não é um lamento. O tempo não pára. E isso é belo. Então, quando me encontrares, eu serei outra, e você também.
Fonte(s):

http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3532665



Este texto foi proferido no último capítulo da novela global "A Vida da Gente" e faz refletir sobre como as coisas fluem e a ideias precorrem milênios. Heráclito foi um filósofo que viveu antes de Cristo e Guimarães Rosa, um escritor brasileiro que viveu do início à metade do século 20. Milênios que os separam e palavras que andam juntas!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Heráclito

Para Heráclito de Éfeso, nascido por volta de 540 a.C., tudo o que existe está em permanente mudança ou transformação. A essa incessante alteração deu o nome de DEVIR.
O mundo, segundo Heráclito, é um fluxo permanente em que nada permanece idêntico a si mesmo. Tudo se transforma no seu contrário. “A guerra é mãe e rainha de todas as coisas”. É da luta entre os contrários, ou seja, do devir, do tornar-se, do vir-a-ser, que eles se harmonizam numa unidade. O Lógos (razão, discurso sobre o ser) é mudança e contradição.
Isso significa que a verdade é dialética, isto é, as palavras dizem as coisas em sua eterna transformação. Os nossos sentidos enganam-nos, pois enxergamos as coisas imóveis, estáveis, com uma forma própria e determinada. Porém, nosso pensamento capta a instabilidade e mutabilidade dos seres. “É impossível entrar no mesmo rio duas vezes”. As águas já são outras e nós já não somos os mesmos.
É na síntese entre os pares de contrários (o dia que se torna noite que se torna dia novamente; a vida que se torna morte e vice-versa; o quente que se torna frio e o frio que se torna quente; o seco que umedece, o úmido que seca, etc.), da multiplicidade contraditória que surge a unidade dialética que nos permite algum conhecimento, ainda que passageiro.
O Obscuro, como era conhecido Heráclito, concebeu o FOGO como o princípio eterno que causa a mudança e concebe Deus como a harmonia ou síntese entre os contrários. É uma concepção de realidade que permite compreender o mundo somente no seu devir e na unidade dos opostos. Quer dizer que a doença torna valorosa a saúde e que jamais entenderíamos o significado da justiça se não houvesse a ofensa. O sentido, o significado está na harmonia, na conciliação entre os vários pares de contrários.
Por isso, é muito provável que a imagem do inferno criada pela Igreja Católica e pelos artistas ocidentais tenham referência à filosofia heraclitiana. Isso porque o fogo que significa mudança, instabilidade se opõe radicalmente ao ar que representa o céu, o repouso em que Deus é fonte confiável do conhecimento e da ordem.
Por isso também, em geral, os movimentos contra a ordem estabelecida no decorrer da história (como o comunismo contra o capitalismo; o rock contra a sociedade consumista e alienada, o feminismo, etc.) fazem reverência à mudança, ao vermelho (fogo) e ao diabo, pois sua intenção é promover a instabilidade contra os sistemas.
É interessante observar como a filosofia de Heráclito permanece atual. No que se refere à matéria, essa é mutável e concebida pelos cientistas como eternamente em transformação (como afirmou o químico Lavoisier no século XVIII, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”). A atualidade de seu pensamento também pode ser observada no Princípio da incerteza de Heisenberg, físico que ajudou a desenvolver a mecânica quântica no século XX, que diz ser impossível afirmar com exatidão a posição de um elétron em um átomo em razão da metodologia de aferição.
Também podemos observar o Devir em nosso próprio metabolismo, pois constantemente estamos incrementando matéria ao nosso corpo (alimentação que permite o crescimento) e o desgaste físico com a idade (que é a perda de matéria).
Assim, concebe-se o pensamento de Heráclito como a base do materialismo, ou seja, da filosofia que concebe como unicamente existente, em todos os níveis, a matéria.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP